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A Jornada do Herói Parte I

4 meses, 3 semanas atrás - Visto 180 vezes

Muitas coisas podem ser ditas sobre o universo do cinema e eu muito pensei sobre o que escrever quando fui convidado para o site. “É uma responsabilidade grande”, pensava eu, pois queria passar a informação mais confiável possível e com algo que as pessoas gostassem, então, daí veio a ideia de escrever algo que unisse a minha área de estudo e atuação com meus hobbys, como cinema, quadrinhos, arte etc., por isso, aqui estou para iniciar mais uma nova jornada em minha vida e falar sobre cinema (quem sabe quadrinhos e outras coisas da cultura nerd pop) e psicologia, mais especificamente a psicologia analítica, abordagem psicológica que utilizo e me especializo.

Bom, acho que seria uma ótima ideia começarmos por um clássico, o mito do herói, essa figura arquetípica que tanto aparece em nossas vidas, e também, em nossa arte! Vou dividir o tema em três partes, sendo assim uma série, e, nesse primeiro texto, falarei sobre algumas ideias vindas da psicologia de Jung, criador da psicologia analítica, até chegar em Joseph Campbell, que é um renomado mitógrafo que influenciou muito para a criação de uma obra de arte fantástica: o Star Wars do George Lucas.

 

Luke em seu treinamento com mestre Yoda. Grande exemplo de Jornada do Herói.

Luke em seu treinamento com mestre Yoda. Grande exemplo de Jornada do Herói.

Tentarei ser o mais sucinto possível apesar do tema ser vasto, então, comecemos falando sobre o mito do herói. A partir da psicologia de Jung, os mitos são símbolos do nosso inconsciente coletivo, que todos temos em comum e o herói não é diferente. O mito do herói é dos mais conhecidos do mundo, temos ele apresentado em diversas culturas e tempos diferentes como a figura de um salvador, em grande maioria de nascimento humilde, mas milagroso, provas de força fora do comum, rápida ascensão, vitória sobre o mal, falibilidade diante do orgulho e declínio por traição ou sacrifício heroico. Essas características encontramos em nossos comportamentos, seja de maneira individual, que enfrentamos o desafio para afirmar e encontrar nossa personalidade, seja na sociedade, com a busca de suprir a necessidade de estabelecer uma personalidade coletiva.

Carl Gustav Jung, criador da Psicologia Analítica

Carl Gustav Jung, Criador da psicologia analítica.

Não quero me aprofundar nesses assuntos, apenas deixar um gostinho para que vocês fiquem curiosos e descubram coisas que existem por trás de algumas obras de arte, na visão da psicologia, é claro, não tenho propriedade para falar de outras áreas. Para finalizar, depois que falei um pouco (muito pouco!) sobre o mito do herói dentro da psicologia analítica, não poderia deixar de citar o grande estudioso de mitos, que é o estadunidense Joseph Campbell, que morreu aos 83 anos e deixou obras acadêmicas fantásticas para quem se interessar, como a série de quatro livros “As Máscaras de Deus”, que fala sobre muitos mitos de várias culturas e épocas diferentes, e também, o livro “O Herói de Mil Faces”, que conta muito bem sobre o mito do herói. Joseph Campbell definiu a Jornada do Herói de maneira fantástica e bem acessível e é aí que entraremos em nosso segundo texto dessa série.

Joseph Campbell, importante mitologista do século XX

Joseph Campbell, grande mitologista do século XX.

Perdoem-me caso eu tenha sido muito vago nas informações, mas a ideia é apenas dar noção e atiçar a curiosidade de vocês, até para que os textos não fiquem um tanto longos. Ficaram curiosos? No final dessa série sobre a Jornada do Herói eu deixarei algumas fontes de informação para vocês fuçarem sobre o assunto. Até a parte dois na semana que vem!

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Sobre o Autor

Elso

Psicólogo, colaborador.

Amante de mitologia, história, quadrinhos, arte. Sempre interessado em buscar o tesouro interior que se guarda nas cavernas mais escuras e temidas da alma.