Logo Logo2

Godzilla 2: Rei dos Monstros (Godzilla: King of the Monsters, 2019) - Critica

3 semanas, 2 dias atrás - Visto 29 vezes

A ideia do “monsterverse” no papel não é ruim, mas ela assim como todos os demais concorrentes da Marvel em quesito universos cinematograficos, vem sendo empurrada goela abaixo, sem uma sincera construção pessoal de cada polos, para fortalecer o crossover. A promessa de reunir esses monstros não é pensada para além do escapismo e temporário. É como um pornô para o seu nicho, porém querendo chamar a atenção para fora dele, soando contraditório por não saber em qual vertente atuar. Finalmente em Godzilla 2: Rei dos Monstros uma delas é escolhida, o que torna ao menos o mais honesto da franquia, onde as convenções problemáticas soam mais como um preenchimento cotal para movimentar a narrativa de forma coesa do que algo pensado a se levar a sério.

É uma diversão mais solta, sem desprender a uma ultra estilização narrativa para chamar atenção para além de seu público. Então sim, esse é um caso famigerado de filme feito para “fã” e como qualquer outro que se encaixe nessa vertente, ele se torna uma obra recheada de limitações, onde as qualidades vão ficar restritas a um mundo de quem curte essas convenções a serem usadas e tem suficiente suspensão de descrença para acreditar na verossimilhança delas. Por que caso contrário, não será a exposição um recurso suficiente para convencer do estabelecimento de todo um novo universo e mitologia, descobertos em 5 anos repentinamente após o surgimento de uma criatura aquática gigantesca nunca vista.

É tão ilógico pensando na vertente covarde de Gareth Eduards no filme anterior que até mesmo explicações teológicas são sobrepostas para cortar caminho para o que realmente deve ser mostrado, a “guerra dos tronos” entre os monstros gigantes. Existe até uma agilidade no roteiro em colocá-las como elipses de resoluções para a próxima ação. O lado humano dessa forma, encontra um equilíbrio com o lado nerd das batalhas, fica dosado, embora repetitivo em estrutura, não é cíclico, pois oferece a cada novo confronto um novo desafio baseado em consequências ecológicas mais fáceis de comprar do que um risco eminente aos personagens unidimensionais, sem tempo suficiente para serem relevantes.

Até existe um conflito moral nessa vertente na família principal e o elenco ajuda para as amarras motivacionais dele não parecerem forçadas dentro do arco dramático, mas como dito, essa também se encaixa mais como um utensilio para o conflito principal avançar. Nessa parte, é onde concentra as qualidades do projeto do universo como um todo. O visual é ainda mais grandioso, belo e nunca confuso. As sequências de ação podem até ser inchadas com a quantidade de elementos caóticos, mas elas são plenamente legíveis, organizadas e coesas com seu tamanho. Isso já era virtude nos anteriores, mas aqui se tornam maiores por estarem vestidas com a melodia do compositor Bear McCreary, capturando com sinceridade todo o espírito japonês clássico e estabelecendo um tom homeageante a obra.

Então os problemas acabam por ser menos significativos olhando para essa linha mais especifica, dificilmente não agradará a quem ele se destina, mas ainda é preciso mais do que isso para ele, ou qualquer outro filme dessa franquia, venha a se tornar uma obra autossustentável e que justifique a existência fora de seu umbigo.

Nota: ⭐⭐1/2

Filmes Crítica franquia Crítica Filme Lançamento Estreia sequência continuação

Compartilhar nas redes sociais