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WiFi Ralph: Quebrando a Internet (Ralph Breaks the Internet, 2018) - Crítica

1 mês atrás - Visto 34 vezes

“Wreck-It Ralph” ou “Detona Ralph” de 2012 foi uma aposta da Disney em mostrar como seria um universo habitado por personagens de videogame. A intenção era até boa, infelizmente, esse conceito serviu como mera desculpa criativa para inserir referências gratuitas em detrimento de uma história fraca e pouco envolvente, além de cansativa. Pois bem, após a frustração do primeiro filme, temos uma sequência que entrega outra proposta interessante ao abordar como seria dentro do mundo da internet.

  • Após a gloriosa vitória no Fliperama Litwak, Ralph e sua amiga Vanellope viajam para a world wide web, no universo expansivo e desconhecido da internet. Dessa vez, a missão é achar uma peça reserva para salvar o videogame Corrida Doce, de Vanellope. Para isso, eles contam com a ajuda dos cidadãos da Internet e de Yess, a alma por trás do Buzzztube, um famoso website que dita tendências.

Dessa vez, diferente do que havia sido feito no filme anterior, a trama aproveita mais do rico universo estabelecido. Tanto que boa parte dos primeiros dois atos foca nos protagonistas caminhando pelo ambiente virtual da internet, que simula uma metrópole: desde edifícios gigantescos com nomes de impressas como Google e Facebook, até “lojas” de compra como o Amazon e o eBay. Há também o uso de recursos típicos da rede como os – insuportáveis – Pop-ups e uma versão atenuada da Deep Web.

A produção de arte dá vida a um universo esteticamente chamativo pela quantidade de elementos cênicos muito bem organizados, o uso das cores chama a atenção ao criar um mundo vibrante. O humor é outro destaque: as piadas (com exceção de algumas mais bobas, embora sejam compreensíveis) tem um timing impecável na sua introdução em cena. A animação é muito elegante, com uma leve mistura do estilo cartunesco com o fotorealista.

Outra forte qualidade é a dinâmica entre o Ralph e a Vanellope que insere leveza a narrativa e ajuda o roteiro a trabalhar melhor suas personalidades, além de introduzir um leve subtexto sobre amizade e seus limites. Os principais defeitos da obra são a história, novamente previsível e sem inspiração; o excesso de exposição e de personagens coadjuvantes, embora muitos sejam interessantes (como a Shank, dublada pela Gal Gadot).

(Nota: A sequência envolvendo as princesas da Disney é o ápice da obra).

Wi-Fi Ralph não é perfeito: a história é familiar e há uma dilatação de personagens e diálogos expositivos, mas consegue oferecer propósito ao universo que apresenta, além de entregar uma bonita mensagem capaz de emocionar crianças e adultos. Realmente, uma obra muito superior ao seu antecessor.

Nota: ⭐⭐⭐1/2

Filmes Crítica Animação

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Sobre o Autor

João

Colaborador, analista de filmes.